Cold Souls A alma que veio do frio É uma dor de alma quando uma ideia inteligente, divertida e original é desperdiçada de uma forma tão evidente. Porque não é sempre que temos um magnífico Paul Giamatti a encher o ecrã e não é frequente em cinema conseguir-se uma sinopse tão invulgar e criativa. O que de melhor podia acontecer a um ser humano farto da sua personalidade e da sua essência que congelar essa sua alma e importar um outro carácter que estivesse mais de acordo com o seu estado de espírito? Numa sociedade onde se congelam embriões, esperma, ADN, para utilização futura, pedaços de vida, porque não poder-se congelar essa entidade etérea e invisível a que damos o nome de Alma? A sociedade de consumo promete-nos que tudo é possível e Paul Giamatti enquanto personagem não resiste à tentação publicitária de trocar a sua alma rotineira por uma mais adequada ao papel que pretende representar em palco. Talvez uma alma gémea de Dostoievski, de Tchekov ou mesmo de Schopenhauer, todos eles figuras ímpares de um existencialismo amargurado na análise da condição humana. Como estes estão mortos e a tecnologia da altura não permitia conservar-lhes a alma, resta-lhe encontrar na Rússia actual um poeta disposto a vender a alma não ao Diabo, mas a uma empresa. Se o desempenho de Giamatti é acima de qualquer recriminação e se é certo que existem momentos se humor subtil e inteligente (as “mulas” que transportam as almas, o mercado negro asiático das almas ou a dificuldade em devolver a alma por omissão no contrato do dador), o tom do filme mantém-se demasiado frio, ou não fosse a realização de uma mulher. Os espectadores em Sitges estavam predispostos a gostar do filme, reconheciam a inteligência do guião, mas a sensação global sabia a pouco. Esta alma não pesa as 21 gramas do filme de Iñarritu nem vale os 20 valores de uma obra-prima. Fica-se pelo Suficiente e isso é pena. Sugerimos uma remake que aceite o desafio de brincar com temas sérios porque o Cinema só vale a pena quando a alma não é pequena. Cold Souls (2009) M/12 101 min - Comedy, Drama, Fantasy, Science Fiction - 07/08/2009 Your rating: Not rated yet! Paul está a atormentar-se com a sua interpretação de "O Tio Vânia" e, paralisado pela ansiedade, depara-se com uma solução através de um artigo da New Yorker sobre uma empresa de alta tecnologia que promete aliviar o sofrimento através da extração de almas. Ele contrata os seus serviços — apenas para descobrir que a sua alma tem a forma e o tamanho de um grão-de-bico. Director: Sophie Barthes Writers: Sophie Barthes Stars: Paul Giamatti, Emily Watson, Dina Korzun, David Strathairn, Katheryn Winnick, Lauren Ambrose, Michael Stuhlbarg, Michael Tucker, Armand Schultz, Ted Koch, Oksana Lada, Natalia Zvereva, Anna Dyukova, Charles Techman, Laura Heisler, Brienin Bryant, Charlotte Mickie, Rebecca Brooksher, Henry Stram, Boris Kievsky, Sergey Kolesnikov, Lisa Emery, Mimi Lieber, Yevgeniy Dekhtyar, Boris Lyoskin, Gregory Korostishevsky, Michael Aronov, Yuliya Yakovleva, Svetlana Kireeva, Herb Foster, David Spearman, Tom Stearns, Seth Austin, Max McGuire, Stella Stark Photos No images were imported for this movie. Storyline Paul está a atormentar-se com a sua interpretação de "O Tio Vânia" e, paralisado pela ansiedade, depara-se com uma solução através de um artigo da New Yorker sobre uma empresa de alta tecnologia que promete aliviar o sofrimento através da extração de almas. Ele contrata os seus serviços — apenas para descobrir que a sua alma tem a forma e o tamanho de um grão-de-bico. Collections: Sophie Barthes Tagline: A soul searching comedy. Genres: Comedy, Drama, Fantasy, Science Fiction Details Official Website: — Country: United States of America, France Language: Hungarian, English Release Date: 07/08/2009 Box Office Revenue: $1.134.837 Company Credits Production Companies: Two Lane Pictures, Winner Arts, Journeyman Pictures, Touchy Feely Films, Memento Films Production, ARTE France Cinéma Technical Specs Runtime: 1 h 41 min Filmes 2009 Filmes morteSitges 2009António Reis
O tom "distante" do filme parece-me fazer todo o sentido, tendo em conta a história e o personagem principal. Não me parece que seja por essa vertente que o filme pudesse ser melhor… Giamatti está cada vez mais parecido com o Woody Allen. 🙂 Responder